O vento frio que bate no meu corpo
Renova a selva dentro da minha alma
Dilacero esses pensamentos loucos
E vivos! Guardados na lareira de minha sala.
Sinto-me tão confusa quanto mais solidão
E outra vez mais solitária que sinto paixão.
Nessa manhã acordei movimentada
Circulando meu planeta, circulando nossa felicidade.
Nessa manha em que te vejo, eu sinto aspereza.
Em sustentar esperanças e valsas antigas.
Sei que a mão estendida é por bondade
Sei que remetem sua solidão de fim de tarde
Dê-me essa sua paz, traduzida em seu jantar.
Nos seus sorrisos, nas suas caretas.
Surpreenda-me de novo e de novo e de novo.
Que eu me sustento em suas vertigens.
Nessa noite não há chuva, nem tão pouco minha ausência,
Nessa noite de verão há liberdade,
Há toda a paz contida nos meus pensamentos, agora seus.
Há a perspectiva de corações natalinos, ardentes em Deus.
Mas nessa tarde ainda serei de outra, e seus pensamentos serão meus.
Mas nossa memória alcança galáxias e passados longínquos.
Bossa e passos promíscuos. Nudez contida nos nossos desejos.
Eu me contento em ser sua, enquanto você dança com o seu melhor par.
A distancia não remete simples alienação.
Nós bebemos mais um pouco, e eu esqueço esse seu rosto.
Contento-me com minha quietação.
E vivo como posso, dentro do meu corpo cansado.
Da noite e da insolação.
Lucas Marino Vivot
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