domingo, 4 de setembro de 2011

Algumas Horas

Essa hora em que me vejo
Transbordando o peito de desejo.
Não existo sem precisão

Vinte e uma horas de atenção
Vinte e uma horas de atenção
Vinte e uma horas de atenção
Vinte e uma horas de atenção...

No ritmo alucinado dos planetas
No nosso dia espero alguma paixão
Um limite na janela, no varal roupas secas,
Na varanda um segredo pra ser revelado pro imoral.

No intocável disturbio da fala
Me sinto avivo, e bem vivo te creio.
São mais altos (bem mais altos) nossos medos,
É em você que atiro o universo.

Há de ser assim: você
Vem me dizer: "o que há?"
- "Tanto há pra dizer!"
- "Tanto quanto o mar?"


Para: Natália Spila

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